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Travessia do Saco das Bananas

Travessia do Saco das Bananas

Para realizar esse trekking, li diversos relatos e na maioria deles as pessoas chegavam no início da trilha de carro, mas queríamos ir de ônibus. A travessia começa na praia da Caçandoca em Ubatuba e termina na praia da Tabatinga em Caraguatatuba.
Depois de muita pesquisa conseguimos definir um roteiro, já que na Caçandoca não existem campings, decidimos chegar na sexta a noite na Praia da Lagoinha e andar até o início da trilha no sábado bem cedo.

Existem poucos campings perto da entrada da Praia da Caçandoca (início da estrada de terra), na verdade encontramos dois, o que ficamos, o Super Star que fica na praia da lagoinha e o Toa Toa que fica na praia do sapê.

Escolhemos acampar no Super Star (R$40,00 diária/pessoa) que fica no KM 74 e os motoristas da viação Litorânea param sem problema em frente ao camping, é só pedir para descer no camping da Lagoinha.

Chegamos ao camping em dois grupos, o primeiro, que chegou as 22:30h (Rafael do blog Seu Mochilão, os amigos Daniel e Carol e eu) e o segundo grupo chegou as 01:00h (Bia, Gleice e Kristy).
Com todos no camping agora poderíamos dormir tranquilos e descansar para o trekking do dia seguinte, mas como nada é assim tão simples, nossa amiga Bia descobriu que havia deixado a carteira e o celular no banco do ônibus.

Babado, confusão e gritaria… tentamos ligar na litorânea, na rodoviária, falamos com o cara do camping e por fim fomos para o ponto de ônibus, que fica na rodovia, às 2:00h achando que a melhor solução seria ir para Ubatuba tentar recuperar a carteira.

Por sorte o responsável pelo camping manteve a calma e ligou para a polícia que foi atrás do ônibus e recuperou tudo e nos informaram por telefone que entregariam os objetos na porta do camping no dia seguinte.

Por causa do tumulto, dormimos por 2 ou 3 horas e saímos rumo a entrada da trilha assim que a polícia chegou com a carteira e o celular da Bia. Assim que saímos do camping pegamos a esquerda na rodovia, ou seja, na direção onde a quilometragem aumenta.

Travessia do Saco das Bananas

Rodovia Caraguá-Ubatuba

Do camping até a entrada da estrada de terra foram 4Km e no caminho passamos por um mercado, que é o único que vi pela região. A entrada da estrada é a esquerda da rodovia e tem uma placa indicando, é só seguir para a praia da Caçandoca.
Encontramos na estrada meus amigos Fábio, Erika e Jerson, que foram de carro e estavam nos aguardando para começarmos a travessia, naquele momento o grupo estava completo.

Travessia do Saco das Bananas

Placa para a estrada da Caçandoca

Pegando essa estrada andamos até uma entrada de um condomínio. Algumas pessoas dão a volta por fora do condomínio o que acrescenta uns 40 min a caminhada, nós entramos na lateral da guarita (é permitido) e diminuímos a rota.

Travessia do Saco das Bananas

Vista das praias da Maranduba, Sapê e Lagoinha

Depois de 1,5 km da guarita atravessamos um arroio e subimos uma pedra em direção a mata. Nesse primeiro trecho existe uma bifurcação a esquerda e depois existem algumas outras que seriam impossíveis de lembrar, mas no final do relato deixarei meu tracklog da travessia.

A trilha é um sobe e desce rodeado por bananais e aí está o porquê do nome Saco das Bananas. Tem muita banana, mas também tem muita jaca, eu aceitaria o nome “saco das jacas”. Ainda comemos na trilha um pouco de goiaba e pitanga.

Mesmo saindo tarde do camping conseguimos chegar bem antes do pôr do sol na praia do Simão. Uma praia maravilhosa, semi-deserta e cheia de borrachudos.
Fiquei muito feliz ao avistar a praia porque eu estava muito suada, não, era pior, eu estava muito suada e fedendo, pois o sobe e desce junto com um calorzinho de 35º foi de lascar.

Eu tinha lido sobre uma bica que ficava na praia do Simão e já cheguei procurando por essa maravilha dos deuses e corri para colocar um biquíni e me esbaldar na tal bica. Lá estávamos, Rafa e eu na bica, os mais desesperados por água doce e eu como sou ligada nos 220V pulei debaixo da bica antes do Rafa pensar em entrar e tomei um “tapa” que quase me jogou de boca no chão. A vontade de entrar debaixo da bica me cegou, e eu não percebi que a bica estava jorrando muita, mas muita água e ela descia com muita força.

Depois da cacetada que tomei resolvi “tomar banho de canequinha”, mas como não tinha canequinha por perto fui pegando a água pela beirada e jogando em mim, eu precisava muito me refrescar.

Parecíamos todos crianças na praia do Simão, revezando entre brincar na bica e brincar no mar, que aliás não estava para brincadeira. Nessa praia as ondas são muito fortes e da areia eu as observava quebrando com força e observava ainda meus amigos ali, ora de pernas para cima , ora de pernas para baixo, tomando “caixotes” em grande estilo.

Meu momento observadora não durou muito pois os borrachudos de lá tomam OFF (repelente) de canudinho e eu já estava toda coçando. Era algo absurdo, eram muitos e todos ao mesmo tempo me picando e a única solução foi correr para a barraca e descansar um pouco.

A boa notícia é que quando escurece eles somem e você pode curtir o mar, a bica, as estrelas, os amigos, mas aproveitem bem, porque logo pela manhã eles voltam com a fome dos “300 mendigos”.

Na manhã de domingo acordamos, aproveitamos rapidamente a bica e a praia e as 10:00h estávamos na trilha, rumo a Tabatinga. É bom sair com o cantil cheio da praia do Simão, pois nesse trajeto existe um ponto de água a 2km da praia do Simão e um praticamente na chegada.

Depois que atravessamos o último ponto de água desse dia, um riacho, andamos um pouco na trilha e logo chegamos em uma estrada de terra. Seguimos para a direita na estrada, que leva para Tabatinga, a esquerda leva para a praia da lagoa. A partir dali são só mais alguns quilômetros de estrada de terra, muito sol, subida e uma bifurcação que pode confundir, portanto deixo o alerta, siga reto na estrada, não pegue uma entrada que terá a esquerda.

Antes de finalizar o trekking ainda fomos contemplados com uma linda paisagem. Da estrada, em um mirante, paramos para ver uma praia muito linda, mas logo voltamos a andar porque o sol não dava trégua.

Chegamos a uma bifurcação e era o fim da travessia. Entramos a esquerda e logo vimos um barzinho, porém, não havia nada para comer, então continuamos andando até uns restaurantes que ficam na beira da praia e o preço é tabelado, todos com PF a R$ 25,00.

O Ônibus circular para Caraguatatuba passa perto desses restaurantes em intervalos de 30 min.

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Dicas para a Travessia do Saco das Bananas

  • Levar protetor solar;
  • Levar sua água ou levar clorin para utilizar a água dos riachos;
  • Levar repelente, mas não qualquer repelente, o exposis de preferência (borrachudos mutantes);

Mapa da Trip

Trilha

Nível: Moderado
Data da trilha: 20/02/2015 e 22/02/2015
Total percorrido: 20,65 km
Altitude : 682 m

Arquivos

Tracklog no Wikiloc: Travessia do Saco das Bananas

Custos

Ida

  • São Paulo (Tietê) x Ubatuba R$ 60,70 – Viação Litorânea

Retorno

  • Caraguatatuba x São Paulo (Tietê) – R$ 49,20 – Viação Litorânea
  • Caraguá – circular – R$ 3,20 – Viação Praiamar (30 em 30 min)

Pernoite

  • Camping Super Star – R$ 40,00
  • Praia do Simão – Camping Selvagem (free)

Sobre Gisely Bohrer

Gisely Bohrer
Mineira de nascimento, Vila-Velhense (canela-verde) de coração, analista de importação, estudante de Turismo, blogueira e viciada em esportes. Trekking, corrida e musculação ocupam boa parte do seu tempo livre. Começou no trekking através do Clube de Desbravadores e desde então é sua paixão. Além dos esportes, ama viajar e ler um bom livro. Vive tudo intensamente para esta vida ser suficiente.

3 comentários

  1. É você e o Rafa está em todas, temos que marcar outra trilha manda um abraço para o Rafa

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