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Pico do Lopo -Travessia Extrema x Joanópolis

Pico do Lopo -Travessia Extrema x Joanópolis

Resolvemos passar nosso feriado em algum lugar bonito e barato e acertamos na escolha quando decidimos ir para a o Pico do Lopo. Decidimos chegar ao Pico do Lopo por extrema e voltar por Joanópolis fazendo o percurso todo andando, de rodoviária a rodoviária.

A ideia era sair de São Paulo as 7:45h, mas só conseguimos vagas no ônibus das 9:30h e com o trânsito só chegamos em Extrema as 13:30h. Decidimos que precisávamos almoçar para começar a trilha pois já estávamos com muita fome e bem atrasados. As 14:00h saímos da rodoviária rumo ao início da trilha da pedra do sapo que foi a trilha que escolhemos para chegar ao nosso destino.

Pico do Lopo

Da rodoviária até o início da trilha são aproximadamente 1,6 KM, é muito fácil achar a entrada da trilha já que logo que acaba a rua (Rua Antônio Onisto) vemos uma placa.

Pico do Lopo

O tracklog que disponibilizo começa na rodoviária , o que vai ajudar a achar o início da trilha com facilidade.

Logo no início da trilha escutamos barulho de água a esquerda e descemos para ver o ponto de água e sim, é um bom ponto, mas logo acima teríamos “o” ponto de água.

Continuamos a trilha e chegamos a uma bica, ou bicão, como é conhecida e é um ótimo ponto de água.

Durante a trilha nos deparamos com um mirante, ainda estava claro e tivemos uma bela visão da cidade que deixamos para trás.

Pico do Lopo

Pedra da Sacerdotisa

O próximo ponto de destaque na trilha e muito importante é uma bifurcação um pouco escondida que vai dar acesso a torre da embratel. Essa bifurcação está marcada no tracklog, fica a direita na trilha, mas tem algo que fica fácil de saber que você passou por ela… do bicão até essa bifurcação não existe ponto de água, se você chegou em um ponto de água é porque passou pela entrada da trilha rsrsrs mas não se desespere porque a entrada está logo atrás, volte só um pouco e procure pela entrada. Caso você continue pela trilha do ponto de água você chegará ao pico dos cabritos, segundo nos informaram os moradores do local.

Na trilha certa logo você chegará em um cercado com uma torre e atravessando esse cercado você começará a andar por uma estrada… até encontrar um trevo.

Esse trevo você verá por duas vezes, pois para voltar por Joanópolis você voltará do Pico do Lopo até o trevo e seguirá a placa que indica Joanópolis.

Pico do Lopo

Para chegar ao Pico do Lopo siga em direção a Pedra das flores, Rampa de voo livre e Pedra do cume (Pico do Lopo).

Chegamos a rampa de voo livre as 19:00h e decidimos que acamparíamos ali, pois iniciamos a trilha tarde, andamos 9,1Km (5 horas) e não haveria necessidade de continuarmos no escuro já que teríamos até domingo para voltar para casa.

Acampamos na rampa mais escondida, que fica a direita da rampa visível, porém tem que pegar uma trilha e entrar um pouco, achamos que ali ficaríamos mais afastados da galera que chega para namorar a noite …

A noite esteva fria e tranquila, só não foi mais tranquila porque em todas as barracas ouvia-se roncos altos, mais parecia uma competição de ronco.

Acordamos cedo para ver o nascer do sol e curtir um pouco mais a paisagem daquele lugar.

Retomamos a trilha e logo vimos a entrada das pousadas e resolvemos pedir água da torneira para reabastecer os camelbak’s, pois gastamos muita água para jantar e na subida e estávamos quase sem nada.

O dono da pousada nos deu água e nos disse que não poderíamos deixar de ir na pedra dos 5 dedos e com o mapa desenhado por ele seguimos para a tal pedra.

A trilha para o pico do Lopo fica a esquerda da entrada das pousadas, mas para ir a pedra dos 5 dedos teríamos que pegar uma trilha alternativa que fica descendo a estrada das pousadas, uma trilha a esquerda onde tem uma placa quase sumida escrita “propriedade particular”, mas segundo o proprietário da pousada, é uma trilha liberada para entrar.

Pico do Lopo

Seguindo esta trilha primeiro veremos uma entrada a direita que nos levou a um mirante de onde conseguimos ver a cidade de Bauduco-MG.

Pico do Lopo

Voltando para a trilha temos uma bifurcação, onde para a direita é o caminho para o Lopo e a esquerda é o caminho para a pedra dos 5 dedos. Então pegamos a esquerda e fomos ver a pedra dos 5 dedos. É uma trilha fácil e rápida até a pedra, porém para subir na pedra tem que contornar a pedra por trás e quando estávamos contornando nos deparamos com muitos, mas muitos marimbondos na pedra e depois de muito analisar nos conformamos que não dava para subir na pedra sem tomar umas ferroadas dos marimbondos… mas mesmo assim valeu a visita.

Atrás da pedra dos 5 dedos encontramos uma marcação do agrimensor Marcelo Arenga, perto da divisão dos estados. Na foto acima temos o mapa com a pedra dos 5 dedos e a divisão e abaixo a foto do marco -vértice 2589.

Pico do Lopo

Visita feita a pedra dos 5 dedos, voltamos para a trilha principal onde seguimos a direita na bifurcação. Pensa em um trajeto que tem bifurcações rsrsrs pois bem, andando não muito tempo nessa trilha você vai ver a direita uma entradinha , claro que entramos pra ver o que era e logo avistamos um lago (pontos também marcados no meu tracklog). Mais adiante pegue a direita na bifurcação e siga a trilha e logo verá uma entrada a esquerda que é a entrada para outro mirante.

Pico do Lopo

Depois de curtir o visual do mirante, descemos e voltamos para a trilha e seguimos rumo ao nosso destino. Passamos por um ótimo ponto de água e logo veríamos que esse ponto não estaria muito longe do nosso acampamento.

Antes da pedra das flores achamos uma clareira grande, onde cabiam todas as barracas com folga, mas não pararíamos ali ainda, então seguimos e logo achamos outra clareira, um pouco menor, mas igualmente boa.

Enfim chegamos na pedra das flores, até ali foram 15,3 km, desde a rodoviária de extrema. O Pico do lopo estava ali, do nosso lado e estávamos ansiosos pelo visual 360º que o cume nos proporcionaria.

Da Pedra das flores para lá é só seguir pela direita, pela pedra e seguir a trilha principal.

Chegando na base do pico do Lopo é só subir as pedras. Alguns grupos estavam com cordas, mas não achamos necessário, subimos na unha mesmo, não é difícil.

Curtimos bastante o Pico do Lopo ou Pedra do Cume, como é conhecido lá, e descemos para marcar território na clareira maior.
Montamos acampamento, buscamos água no ponto de água mais próximo e fizemos nosso jantar. Estava tudo perfeito, friozinho, amigos, mata… aproveitamos para contar casos e descansar também, pois no dia seguinte teríamos uma boa pernada.

Acordamos bem cedo para arrumar as mochilas e ver o nascer do sol da pedra das flores e estava lindo, valeu a pena madrugar.

Pico do Lopo
Pico do Lopo

Saímos do acampamento por volta das 7:00h e andamos bem rápido rumo a Joanópolis pois sabíamos que o ônibus partiria as 14:00h de lá para São Paulo.

Seriam aproximadamente 19Km e sabíamos que não poderíamos parar muito, ou perderíamos o ônibus e teríamos que ver opções para Atibaia e de lá para São Paulo.

Voltamos por uma outra trilha, não passamos pelo lago ou pela pedra dos 5 dedos novamente, pois a trilha que sai na lateral das pousadas é mais rápida, a bifurcação para entrar nessa trilha fica depois da entrada do mirante, é só se manter a direita na bifurcação.

Pico do Lopo

Chegamos na trilha das pousadas e aí a trilha é a que você já conhece, é a mesma da ida, passa novamente pelas rampas de voo livre e pelo trevo. No trevo é só seguir a seta que indica Joanópolis e você fará o resto do percurso por uma estrada.
Existem tracklogs que indicam trilhas que saem em Joanópolis e que ficam perto da pedra das flores, mas essas trilhas estão fechadas a partir de um ponto e pelo que vi nos mapas elas saem em meio a rodovia a 10km da cidade e andar por rodovia não me agrada muito, então escolhemos o caminho do trevo, a estrada é de terra e quase não passa carro.

Depois de andar e andar pela estrada chegamos em uma bifurcação, era a divisa dos estados, a direita você segue para São Paulo e a esquerda você segue para Minas Gerais. Seguimos para a direita, Joanópolis, SP.

Pico do Lopo

Desta bifurcação até a rodoviária ainda tínhamos 10km, então nada de paradas!!

Andamos, andamos e quando avistamos a rodovia ficamos animados, porque achamos que estávamos bem perto… só que não rsrsrs ainda faltavam 4Km até a rodoviária.

Seguindo pela rodovia você chega em Joanópolis, passa por uma casa que é para informações turísticas e continua nessa mesma rua até passar por um posto de gasolina e uma padaria, então a esquerda está a rodoviária, tem que ficar atento porque não tem cara de rodoviária, é bem pequena.

Chegamos a tempo, levamos 5 horas do acampamento a rodoviária, ainda tivemos tempo de comer e de nos ajeitar no banheiro da rodoviária que era até limpinho.

Pico do Lopo

Rodoviária de Joanópolis

O ônibus que sai de Joanópolis para em todos os pontos possíveis e imagináveis até chegar em São Paulo, levamos 3 horas para chegar no tietê.

Me desculpem por esse relato tão grande, mas essa trilha tem muitas bifurcações que realmente podem te levar longe.

Pico do Lopo

Participantes da Trip, da esquerda para a direita: Rafael Kosoniscs, Kariana Yamauchi, Carlos Junior, Gleice Sousa, Gisely Bohrer, Falco Pieggli

É importante lembrar: Se você decidiu fazer uma viagem de aventura, principalmente para fora do país, a recomendação é que você faça um seguro viagem com cobertura para esportes outdoor. Clique aqui para saber mais.

Vídeo da Trip

Dicas para o Pico do Lopo

  • Abastecer o cantil no bicão, pois durante a trilha não tem muitos pontos de água.
  • A travessia é exposta em alguns pontos, passe protetor solar.

Mapa da Trip

Trilha

Nível: Moderado
Data da trilha: 18/04/2014 a 20/04/2014
Total percorrido: 37,41 km
Pedra do Cume (Pico do Lopo) – 1.780m

Arquivos

Tracklog no Wikiloc: Travessia Extrema x Joanópolis
Álbum de fotos no Facebook: A Montanhista

Custos

Ida

  • Viação Cambuí (SP-Rod. Tietê x Extrema)- R$ 20,41 (ônibus de hora em hora)

Retorno

  • Viação Atibaia (Joanópolis x SP-Rod. Tietê)- R$ 24,70 (ônibus no findi só as 14:00)

Sobre Gisely Bohrer

Gisely Bohrer
Mineira de nascimento, Vila-Velhense (canela-verde) de coração, analista de importação, estudante de Turismo, blogueira e viciada em esportes. Trekking, corrida e musculação ocupam boa parte do seu tempo livre. Começou no trekking através do Clube de Desbravadores e desde então é sua paixão. Além dos esportes, ama viajar e ler um bom livro. Vive tudo intensamente para esta vida ser suficiente.

15 comentários

  1. Olá Gisely! Gostei do relato e principalmente das fotos. Eu já estive na Pedra das Flores, mas, iniciando a caminhada a partir do Posto da Divisa, logo após a divisa de SP e MG. Deixamos os carros neste posto e partimos para a caminhada que iniciou-se por uma estradinha de terra que menos de 2 kms depois nós abandonamos para pegar a trilha que nos levou até o topo, entrando por uma propriedade

    • Gisely Bohrer

      Oi Ricardo!! Que bom que vai te ajudar, essa trilha é muito gostosa de percorrer, a trilha do pinheirinho, sapo e pedra da sacerdotisa :)<br /><br />Eu tenho os 2 volumes do Guilherme Cavalari e me ajudam muito, são ótimos livros!<br /><br />Boa trilha pra você!!<br /><br />Abraço

  2. Muito bom o relato e parabéns pela aventura!!!! Semana que vem, farei novamente a travessia PetrôXTerê, depois conto como foi! Abraço<br />

  3. Esqueci de dizer: o vídeo também está excelente!!! Parabéns novamente!

  4. Ótimo relato!!!! Só uma pergunta. Será que consigo ir com uma galera que é meio iniciante em trilhas ? continue com as postagens perfeitas ^.^.

  5. Este comentário foi removido pelo autor.

  6. Então a gente faz bastante caminhada em trilhas que são demarcadas em São Paulo. Como : Serra da Cantareira , Pico do Jaraguá e Parque Juquery. Só que fiquei meio abismado com medo das trilhas terem muitas bifurcações e não ser demarcada! Mas mesmo assim obrigado pela ajuda Gii !! Até mais e continue com esses posts!! Muito obrigado mesmo!

  7. Que site legal e’ esse de a montanhista. E’ bem informativo para nos que somos montanhistas e para iniciantes nessa modalidade.

  8. Olá. Parabéns pelo post e ele me ajudou nesse fim de semana, principalmente quanto às bifurcações. Rsrs… A única coisa que deixamos de fazer foi subir até o pico, pois na Pedra das Flores não encontramos nenhum sinalcde trilha viável para prosseguir. Eu vi umas 3 saídas, principalmente uma à direita, mas parecia uma descida alta da pedra que não daria para voltar depois. As outras vias que achamos, idem. Tivemos que deixar para a próxima, mas conseguimos aproveitar de alguma forma o rolê. Se pudesse nos ajudar quanto o caminho que vcs tomaram, pois no vídeo pula essa parte. Agradeço, gde abraço.

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