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Serra Fina a Travessia considerada a mais difícil do Brasil

Serra Fina a Travessia considerada a mais difícil do Brasil

Serra Fina sempre foi um sonho desde que eu ainda morava no Espírito Santo, mas por ser um pouco distante da minha cidade e depender de um ótimo tempo para ser realizada eu fui deixando para depois até que no início desse ano decidi que a faria em junho.

A “fama” da Serra fina nós já conhecemos… ” a travessia mais difícil do Brasil”, “Pedra da Mina, um dos 100 lugares mais inóspitos do planeta (National Geografic)… por essas e outras eu e meus amigos nos preparamos bem e com antecedência.

Agora a pergunta que não quer calar… A Serra Fina é a travessia mais difícil do Brasil? Não. Claro que não. Mas é sim uma travessia que exige uma preparação física e não deve ser subestimada.

A ideia era carregar mochilas leves apesar de sabermos que seria necessário carregar 4 litros de água em alguns momentos.

Quando o grande dia enfim chegou, refiz minha mochila algumas vezes afim de deixa-la o mais leve possível e no fim ela estava pesando 14,5 Kg sem água. Era o melhor que eu podia fazer levando em conta que eu precisava levar barraca, saco de dormir, isolante, liner , roupas de frio , kit higiene, kit cozinha e roupa de frio, etc.

Parte dos amigos que fariam a travessia comigo foram para minha casa para terminarmos de arrumar as mochilas e de lá sairíamos as 21:00h para o Tietê para jantarmos e pegarmos nosso ônibus para Passa Quatro-MG.

Serra Fina

Dei uma ligadinha para o Edinho (resgate) para confirmar nosso horário de chegada e já dentro do ônibus tentamos dormir , mas a ansiedade não nos permitiu… a viagem até Passa Quatro levou 4 horas. Chegamos por volta das 03:30h e o Edinho estava nos esperando com sua Toyota “envenenada”.

Serra Fina

Foto: Kristy Godoy

DIA 1- TOCA DO LOBO AO CAMPING AVANÇADO – 18/06/2014

Assim que o ônibus da Viação Cometa se foi, nosso amigo Ronaldo quase infartou, ele lembrou que sua mochila de ataque tinha ficado dentro do ônibus e por sorte o Edinho conhece toda a cidade e ligou até para o posto fiscal para que segurassem o ônibus caso ele não alcançasse antes. Edinho e Ronaldo entraram na Toyota e sumiram atrás do ônibus e logo voltaram com a mochila em mãos, para alegria do Ronaldo.

Agora sim, estava tudo pronto para seguirmos para a toca do lobo na caminhonete do Edinho. Me senti um boia-fria em cima daquela caminhonete semi aberta rsrsrs o vento batia gelado e ela pulava muito e a gente só fazia rir da situação.

Chegamos na entrada da trilha e ainda estava escuro, então decidimos ir até a Toca do Lobo e fazer ali nosso desjejum.

Começamos a trilha por volta das 08:30h já com uma “peramba” , só pra acostumar o corpo a subir com cargueira e neste dia era só subir e subir…

No tracklog eu marquei o ponto de água para o início da travessia. Esse ponto de água fica um pouco abaixo da trilha e dá um trabalhinho pra pegar. Pegamos logo 4 litros de água cada um, porque ninguém queria ficar sem água para cozinhar ou beber.

No primeiro dia temos que ganhar altitude e a todo momento subimos ou andamos pela crista… e por falar em crista era esse momento que eu mais esperava na travessia.

Serra Fina

Depois de 6:30h andando e parando para os “clicks” e almoço chegamos ao capim amarelo, mas decidimos dormir um pouco mais a frente , mas não chegamos até o maracanã,porque estávamos bem cansados , então ficamos no acampamento Avançado, que fica bem protegido por tufos de mato alto.

Cuidado ao sair do Capim amarelo para não pegar trilha errada, pois logo na saída tem umas trilhas bem demarcadas que não sei onde levam, segundo amigos, não levam a lugar nenhum. Nesse momento usamos o GPS para localizar a trilha correta, que fica mais a esquerda.

Serra Fina

Dormimos cedo e protegidos do vento gelado, o que foi muito bom porque no dia seguinte teríamos que chegar até a Pedra da Mina.

Resumo primeiro dia

Total percorrido: 7,7 km
Elevação Máxima : 2.496 m
Acampamento: Avançado

Serra Fina

DIA 2 – CAMPING AVANÇADO A PEDRA DA MINA- 19/06/2014

Acordamos um pouco tarde e começamos a caminhar mais tarde ainda, se não me engano foi por volta das 09:30h ou 10h. Nenhum dia é “suave” nessa travessia e este dia não seria diferente. Muitas subidas e descidas até chegarmos ao ponto de água que fica próximo a base da Pedra da Mina. Resolvemos almoçar ali para não ter que subir com muita água.
Neste momento o grupo se separou, pois nossos amigos Yama (Raphael Yamamoto) e Harrison (amigo da Colômbia) queriam ir antes ao morro do tartarugão.
As 16:00h retomamos nossa caminhada e agora era só subir a Pedra da Mina. A subida é ingrime (novidade rsrsrs) e escorregadia, mas não é nada tão terrível. Chegamos ao cume a tempo de ver o sol se por e foi um lindo espetáculo.

Serra Fina

No cume haviam alguns espaços para barraca, mas eu particularmente não gostei de nenhum e segui meu amigo Daniel que estava descendo um pouco a pedra e indo em direção a uma clareira.
Na clareira coube somente a barraca dos meus amigos colombianos e a minha, então armamos as duas e já começamos a preparar nossas jantas.

Serra Fina

Como estava um pouco frio, coisa pouca, tipo -1º decidi fazer a comida no recuo da barraca mesmo, nada de ficar do lado de fora.

Depois de jantar eu, Junior, Kristy e Daniel ficamos conversando (berrando de dentro das barracas) e esperando nossos amigos voltarem do Morro do Tartarugão. Quando os dois chegaram ficamos um pouco assustados pois Harrison havia escorregado em uma pedra lisa e com a queda seu ombro havia se deslocado. No mesmo momento que deslocou eles colocaram o ombro no lugar mas Harrison ainda sentia dores.

Neste momento pensei em abortar a travessia e sair com ele pelo Paiolinho, mas ele insistia em terminar a travessia, disse que não estava doendo muito e que realmente queria completar a missão. Pensa num colombiano duro na queda rsrsrs.

Resumo segundo dia

Total percorrido: 6,9 km
Elevação Máxima : 2.798 m
Acampamento: Pedra da Mina

Serra Fina

DIA 3 – PEDRA DA MINA A BASE DO PICO DOS TRÊS ESTADOS- 20/06/2014

Acordamos cedo e tiramos algumas fotos na Pedra da Mina, tomamos café e fomos assinar o livro do cume. Mais uma vez nos atrasamos para iniciar a caminhada, mas no fim chegamos ainda com sol em nosso destino.

Serra Fina
Serra Fina

Começamos a nossa caminhada por volta das 10:00h e fomos rumo ao Pico dos três estados. A descida da Pedra da Mina é bem tranquila, mas logo chegamos ao Vale do Ruah… o espetacular Vale do Ruah rsrsrs.

O Ruah é um trecho da travessia onde o mato é muito alto, o que pode levar as pessoas a se perderem um pouco … tropeçar nos tufos e atolar nos charcos também é bem normal.

Serra Fina
Serra Fina

Esse é o momento de pegar água, pois depois desse ponto só existe água no final da travessia, por isso pegamos 4 litros cada um.

Nesse dia passamos por algumas subidas e descidas, mato alto, bambu e por fim alcançamos o cupim do boi. Decidimos não subir o pico dos Três Estados pois vimos muitos grupos saindo da Pedra da Mina antes de nós e sabíamos que lá em cima não havia muitos lugares para acampar.

Acampamos na base dos Três Estados, um lugar não muito grande, mas nos coube. Este foi o único dia em que todas as barracas ficaram perto uma das outras, então aproveitamos para falar “groselhas” e ensinar aos amigos colombianos as varias maneiras de falar “pinto” e “perereca” em português. Eles ficaram muito admirados com tamanha variedade e nos disseram que deveríamos fazer um “monumento aos órgãos genitais” kkkkkkkk.

Resumo terceiro dia

Total percorrido: 6,8 km
Elevação Máxima : 2.573 m
Acampamento: Base do Pico dos três Estados

Serra Fina

DIA 4 – BASE DO PICO DOS TRÊS ESTADOS AO PONTO DO RESGATE- 21/06/2014

Nesse dia, o último, acordamos cedo e começamos a “marchar” as 07:30h rumo ao Pico dos Três Estados. A Subida é íngreme (essa é “a” palavra na Serra Fina) mas fomos a todo vapor, pois sabíamos que a quilometragem desse dia seria a maior da travessia. Depois de 1:30h estávamos no cume tirando fotos no marco dos Três Estados.

Serra Fina
Serra Fina
Serra Fina

Depois da sessão de fotos começamos a descer, mas sabendo que o dia não seria só de descida. Depois de descer o Pico dos Três Estados já demos de cara com um “cocuruto” que tivemos que escalaminhar.

Serra Fina

Foto: Raphael Yamamoto

Descemos mais uma vez e mantivemos o ritmo, pois o Alto dos Ivos ainda estava por vir, o último Pico da travessia.
Chegamos as 11:30h no Alto dos Ivos e paramos para almoçar, já que ainda faltavam 9,04Km até o resgate.

Serra Fina

Depois de almoçar, demos um tempinho e retomamos a caminhada e a partir daí era só perder altitude rumo ao fim da travessia.
Chegamos as 16:00h na rodovia e nossa Van já estava nos aguardando. Todos estávamos cansados e sedentos por comida gordurosa e uma coca cola rsrsrs.
Nosso resgate nos deixou em Passa Quatro mas o ônibus para São paulo só partiria a 01:00h da manhã então decidimos pegar um ônibus para Cruzeiro.
A viagem até cruzeiro leva uns 40 minutos e chegando lá conseguimos passagem para São Paulo no último ônibus do dia, o das 20:00h.

Resumo quarto dia

Total percorrido: 12,24 km
Elevação Máxima : 2.665 m

Serra Fina
Serra Fina

Participantes da Trip, da esquerda para a direita: Carlos Junior (Cabô Cabô), Thiago Henrique (Cabô Cabô), Gisely Bohrer (AMontanhista),Daniel Ricardo(Cabô Cabô), Kristy Godoy (Cabô Cabô), Falco (Cabô Cabô), Raphael Yamamoto (Cocô no Mato) , Bruna (Cocô no Mato) , Leandro Marin (Cabô Cabô) Harrison Garcia (Cabô Cabô)

É importante lembrar: Se você decidiu fazer uma viagem de aventura, principalmente para fora do país, a recomendação é que você faça um seguro viagem com cobertura para esportes outdoor. Clique aqui para saber mais.

Vídeo da Trip

Dicas da Serra Fina

  • Levar muita água, pois durante a trilha temos somente 3 pontos de água (marcados no GPS). Aconselho levar uns 4 litros de água. Pontos: Depois da toca do lobo, base da Mina e Vale do Ruah – No final da travessia também tem água, mas é praticamente no fim mesmo.
  • Use mapas, bussola ou GPS , na Serra Fina os totens também são confiáveis.
  • Procure caminhar com uma calça comprida e uma camisa de manga longa. O capim alto e os bambus são bem incômodos e podem machucar.
  • A travessia bem exposta, passe protetor solar.

Mapa da Trip

Trilha

Nível: Difícil
Data da trilha: 18/06/2014 a 21/06/2014
Total percorrido: 33,64 km
Alto do Capim Amarelo – MG – 2491m
Pedra da Mina- Divisa SP-MG- 2797m
Pico dos Três Estados – Divisa SP-MG-RJ – 2656m

Arquivos

Tracklog no Wikiloc: Travessia Serra Fina
Álbum de fotos no Facebook: A Montanhista

Custos

Ida

  • Ônibus São Paulo 23:30h x Passa Quatro 03:50h – R$ 45,00 – Viação Cometa

Retorno

  • Resgate – Edinho da Toyota – R$ 350,00 para 10 pessoas – R$ 35,00 (por pessoa)
  • Ônibus Passa Quatro x Cruzeiro – R$ 5,00 ( de Cruzeiro sai ônibus com mais frequência) – Pegar Ônibus dentro da Rodoviária
  • Ônibus Cruzeiro 17:00h x São Paulo 20:20h- R$ 49,20 – Viação Pássaro Marrom
  • Contato Resgate:

    Manoel: (35) 9122.1227 – TIM – manoel_uchoas@hotmail.co.uk

    Edinho: (meio atrapalhado) (35) 9963-4108 – Vivo
    (35) 9109-2022 -TIM
    (35) 3371-1660- Residencial

Sobre Gisely Bohrer

Gisely Bohrer
Mineira de nascimento, Vila-Velhense (canela-verde) de coração, analista de importação, estudante de Turismo, blogueira e viciada em esportes. Trekking, corrida e musculação ocupam boa parte do seu tempo livre. Começou no trekking através do Clube de Desbravadores e desde então é sua paixão. Além dos esportes, ama viajar e ler um bom livro. Vive tudo intensamente para esta vida ser suficiente.

50 comentários

  1. Parabens, passamo por vcs na trilha..bati foto da bandeira do brasil de vcs no cume dos tres estados… abraços

  2. Essa travessia está na minha agenda! O blog tá de mais!!!!!! Abraço.

  3. Aeshma Deva do Cardo

    Iai Gisely parabéns pela conquista e graças pelo relato feito aqui! Então minha pergunta é a seguinte: O serviço do “resgate” é obrigatório no local, é totalmente indispensável por conta do transporte ou é apenas um conforto? É uma questão que me encuca bastante e se puder me responder agradeço desde já!

  4. Olá Gisely,
    Muito legal seu relato.
    Estou me preparando pra fazer a Serra Fina em julho e estou com dúvida em relação ao tamanho da mochila. Tenho uma Deuter aircontact pro de 55l mais 15l. Só que ela é muito pesada, então decidi comprar uma act lite, porém não sei se compro a de 40l ou a de 50l.
    Nunca fiz travessias de 3 noites, fiz apenas de duas noites e para este tempo acredito q a de 40l da conta. Vc acha q essa de 40l é o suficiente para Serra Fina ou eu deveria comprar a de 50l?
    Obrigada!!

    • Gisely Bohrer

      Oi Bruna! Eu fiz com minha Deuter 45 +10 e foi suficiente, mas ela tem 2 bolsos laterais grandes onde coloquei os 4 litros de água, divididos em 2 em cada bolso.

  5. ANA CAROLINA BONIFACIO

    Olá Gisele,
    Muito legal sei blog! Gostei mto das suas fotos e relatos. Eu vou fazer essa travessia em breve com amigos! Só q eu tenho 1,55m e peso 48kg, fiquei um pouco assustada com o peso da mochila (14 kg!!!). É possível levar uma mochila mais leve? O q seria essencial, na sua opinião? Agradeço desde já e mtas aventuras para você!

    • Gisely Bohrer

      Oi Ana! Para a Serra Fina é recomendado 4 litros de água inicial, então você tem aí 4Kg só de água. Daí você tem barraca, saco de dormir, isolante, comida para 4 dias e roupas de frio, que pesam bastante.
      Para levar uma mochila mais leve que 14Kg (eu acho que fiz milagre rsrsrs) você teria que economizar nas roupas de frio ou na comida, na água jamais. Mas você já pode ir pesando seus equipamentos para ter ideia do que você irá levar de peso. Eu realmente não dispenso TODAS as camadas de roupa de frio, pois sou magrinha e MORRO de frio. Levo segunda pele completa, fleece, anorak.
      Vai pesando já o que você acha que vai levar para ter uma ideia e se tiver alguma dúvida pode perguntar 🙂
      Bjs

  6. Parabéns pela trip e pelo vídeo… Show!!!

  7. Gleise parabéns pelo Blog!!!
    Gostaria de saber se dá pra fazer a travessia sem GPS, só se guiando pela marca na trilha e pelos totens? pretendo fazê-la no mes que vem…
    obrigado…abraço!!

    • Gisely Bohrer

      Oi Roberlei, acredito que dá, pois vi muitos grupos sem GPS, mas a travessia estava lotada. Eu prefiro fazer com GPS pq existem muitos trechos de capim alto com várias entradas que enganam, mas a travessia possui bastante totens e algumas fitas vermelhas e amarelas, perdido você não ficará rsrsrs. Espero que o relato te ajude na travessia 🙂

      Bos sorte na Serra Fina, ela é linda.

  8. Muito boa a descrição da travessia.Este ano vamos andar por ali, sem dúvida. Ri muito da aula de portugues para os colombianos. Aqui no RJ, chamamos isso de mal da montanha.Acima da cota 1500, é só besteira. É isso que vale mesmo. Mais uma vez parabens pela simplicidade do relato.Quando vier ao RJ, visite-nos. Centro Excursionista Guanabara. CEG para os intimos.

  9. Achei o máximo seu relato! Parabéns! Explica mta coisa da travessia. Fizemos Serra dos Órgão no mesmo feirado de junho pelo que vi no seu instagran. Nunca tinha feito travessia, apenas trilhas longas e to amarradona. O que sacrifica nessas travessias é realmente o peso da cargueira… putz! Sofri, mas aprendi! Essa será minha próxima. Obrigada pelas dicas!

    • Gisely Bohrer

      Oi Kelly 🙂

      Depois que faz a primeira travessia já era, é viciante. E o peso realmente é importante, tem que pensar bem antes de colocar as coisas na cargueira rsrsrs

      Espero que goste da Serra Fina… pq eu amo.

      Bjsss

  10. Olá Gisely

    Muito bom o seu relato da Serra Fina… Estou indo este final de semana e utilizarei suas dicas…
    Vi nas suas fotos que vc tem um gps etrex 30, certo? Verifiquei que vc estava aferindo a temperatura pelo GPS e gostaria de tirar uma dúvida porque também tenho um aparelho igual…
    Tem que conectar alguma coisa no gps para ele medir a temperatura do ambiente? Ou ligar algo nas configurações?

    Att

    Luis

    • Gisely Bohrer

      Oi Luis, bons ventos pra vc 🙂 Espero que curta a Serra Fina, ela é lindíssima.
      Sobre a temperatura no etrex 30 é o seguinte, precisa comprar um sensor de temperatura, o nome exato é Sensor de temperatura sem fio tempe e é vendido no site da Garmin e no Mercado livre. Pra ser bem sincera eu achei caro demais e pedi a um amigo que trouxesse dos EUA ano passado.
      Se precisar de alguma ajuda grita aqui 😀

  11. Gisely, boa tarde.
    Em setembro agora no feriado de 7 da independência pretendo fazer a travessia da Toca do Lobo até o Sitio do Pierre com mais 3 amigos, porém termos só 3 dias (Sabado/Domingo/Segunda) dormindo apenas duas noites. Já fizemos a trilha ida e volta até a pedra da mina via paiolino. Você acha que dá para fazer? Em que local devo dormir as duas vezes para conseguir chegar ao sítio do Pierre na segunda depois das 17:00 horas.

    Abraços e desde já obrigado,

    • Gisely Bohrer

      Oi Ronaldo, como vc só poderá dormir 2 dias o ideal é dormir na Pedra da Mina ou Vale do Ruah no primeiro dia e no Pico dos 3 estados no segundo. Caso o Pico dos três estados esteja lotado a solução é dormir antes dele, no bambuzal ou depois dele, se for acampar antes levante-se bem cedo para chegar até às 17hs no Pierre. Qq dúvida é só perguntar.

  12. Ola gisely…em relação ao resgate. Na ida o edinho realiza…e no termino da travessia?

    • Gisely Bohrer

      Oi Leonardo o Edinho leva e traz, mas no relato também deixei o contato do Manoel pq se for feriado o Edinho faz a maior confusão rsrsrs ele marca de levar uns 10 grupos e se atrapalha todo.

  13. Salve!
    Sabe me dizer se essa travessia tem mais ou menos o mesmo grau de dificuldade da travessia Petrópolis x Teresópolis ? Obrigado e parabéns pela aventura

  14. Paulo Gilberto Nascimento

    Muito bom saber que o gosto pelo trekking começou com o Clube de Desbravadores. Meu nome é Gilberto, tenho 57 anos, Sou o Coordenador Geral de Desbravadores na ARF (RJ, de Niterói até Campos). Gostaria de contar com a sua colaboração para orientar, no que for possível, um grupo que pretendo levar para a Serra Fina, no próximo ano. Será um grande desafio para alguns, principalmente os Líderes de Desbravadores com mais idade. Se possível disponibilize outro meio de contato. Acredito que ainda lembre da saudação Maranata.
    Que Deus te abençoe.

    • Gisely Bohrer

      Respondendo a saudação: O Senhor logo vem!!

      Gilberto vou te mandar um e-mail e conversamos por lá, será um prazer ajudar o grupo. Tenho muito orgulho de ter sido desbravadora e foi lá que tudo começou 🙂

      Até mais! Maranata!

  15. Bom dia Gisely,
    Como vocês fazem com relação ao banho?
    Obrigada.

  16. Ola Gisely,

    Meus parabéns pelo site! Achei rico em detalhes para apaixonados pelo trekking e foi aqui que me apaixonei pela Travessia da Serra Fina. Pretendo faze-la em Abril |2016.
    A minha duvida é em relação ao resgate… O Edinho que você comenta é o cara que vai levar até a toca do lobo, e vai buscar no sitio do pierri correto? Então na verdade essa trilha não tem um Guia? Temos que ir na fé e na coragem com ajuda do GPS?

    Grato,

    • Gisely Bohrer

      Oi Jorge, no relato eu dou 2 opções de resgate, o Edinho é meio confuso, é o que menos indico. Sobre um guia, vc pode contratar um, tem várias agências que fazem essa travessia caso vc não saiba navegar com bússola ou GPS. Se não está acostumado a navegar não exite em contratar um guia.

      Espero ter ajudado.

  17. “Show”, parabéns mesmo, ainda vou fazer essa trilha.

  18. Parabéns Gisely! Estou montando um roteiro com base no seu relato. Vamos em um grupo em Julho pra Serra, e ninguém no meio já foi. Mas vamos com a cara e coragem, planejando tudo pra minimizar coisas ruins.

    Você sabe se até hoje, não existe uma alternativa ao resgate do final da travessia? Como um ônibus que passe pela rodovia… Apesar do resgate dividido não ser tão alto, pergunto mesmo por questão de alternativas.

    Obrigado!

  19. É preciso GPS pra fazer essa trilha?

  20. Gisely mais uma, posso deixar de pegar água na Toca do Lobo e pegar mais acima? Pois vi pelo tracklog que tem uma logo após ela.

    • Gisely Bohrer

      Oi Lucas, aquele ponto depois da toca é bem chatinho, mas poder, pode rsrsrs. Tem que descer um barranco e depois subir com a água, eu ando evitando usar aquele ponto, já saio com o camelbak carregado lá de baixo rsrsrs.

  21. Oi, gostei muito do seu relato, eu e meus amigos temos muito interesse em fazer a trilha e após ler tudo isso ficamos empolgados, você sabe dizer a melhor época para faze-la?

    • Gisely Bohrer

      Oi Bruno, a melhor época para fazer as montanhas são no inverno, onde temos menos chance de chuvas. Qq chance de chuva é melhor “abortar a missão”, pois no alto a chance de raio é maior e fora o perrengue de fazer uma travessia com chuva.

  22. Olá Gisely! Venho aqui lhe agradecer pelo relato detalhado e dias dos comentários. Consegui terminar ontem a travessia e seu relato foi a base do roteiro que fiz para o grupo (4 pessoas).
    Essa travessia é libertadora, a cada paisagem que olhei foi recompensador tudo que passei!
    Um abraço e obrigado.

  23. Boa tarde, estou querendo fazer essa travessia, e estou querendo dica de qual barraca comprar. Vc poderia me dizer com qual barraca vc foi?

    Obrigada” 😀

    • Gisely Bohrer

      Oi Thatiana eu usei a nepal modelo antigo. No blog tem um post sobre equipamentos e nele eu falo um pouco sobre barraca, seria legal vc dar uma lida, quem sabe te ajuda na sua compra 🙂 Obrigada

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