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Cassino: A Maior praia do mundo – Trekking – 4.º dia

Cassino: A Maior praia do mundo – Trekking – 4.º dia

Nesse quarto dia acordamos e começamos a andar cedo. A diferença de quilometragem ainda não estava superada e precisávamos arrebentar mais uma vez.
Às 07:30h já estávamos marchando, decididos a ultrapassar os 30km propostos, com muitas dores no corpo, mas em um bom ritmo.

Para sair um pouco da rotina de solidão, nesse dia, apareceu um carro do ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Eles ficaram impressionados com a nossa ideia de atravessar o Cassino sem apoio, carregando tudo nas costas e nos informaram que a base deles era por ali,entrando em uma daquelas dunas, caso precisássemos.
Foi confortante saber que existia vida ali, mas ao mesmo tempo, sabíamos que em uma emergência seria bem complicado achar essa base e ela devia ficar bem distante da praia.
Nos despedimos do ICMBIO e voltamos a andar, era o que tinha para o momento.

Cassino

ICMBIO

O cansaço às vezes cega as pessoas e aquele dia descobrimos isso da pior forma. Precisávamos almoçar e parar um pouco também, mas ao invés de escolhermos um bom local, simplesmente soltamos as cargueiras onde estávamos.
O local tinha muita areia solta e o vento estava forte, o que fez com que comêssemos nosso almoço com um pouco daquela areia, mas quem não curte uma farofa né rsrss. Alguns minutos parados eram suficientes para sermos enterrados vivos, tínhamos que nos movimentar enquanto comíamos.

Vencida a etapa almoço, sem descanso, levantamos e voltamos à nossa tarefa diária, andar. O dia foi difícil mas a recompensa veio no fim do dia, às 20:00h e 38km, chegamos ao farol Verga.
Estávamos cansados porém felizes pela quilometragem e por poder dormir ao lado do farol que é desabitado e lacrado, mas uma graça.

Montei a barraca, entrei e me deitei. Eu estava com fome e com vontade de fazer xixi, mas eu não queria jantar e nem sair da barraca para ir ao “banheiro” eu poderia aguentar até o dia seguinte, eu precisava dormir logo. Eu estava quase cochilando quando ouvi um barulho do lado de fora da barraca, era um “ai, ui, ai,ai” e fiquei curiosa, porque não era possível, não podia ser o que eu estava pensando e então mandei a pergunta: Rafa, o que você está fazendo!?
A resposta veio na sequência: Tentando colar salompas, Gi!
Morro de rir quando lembro disso e salompas fazia mais sentido mesmo. Depois dessa eu capotei, dormi e não ouvi mais nada.

Um dia sem muitas novidades né? Mas se prepara que o próximo dia tem muita história.


Leia também:

Cassino, o início: clique aqui.
Primeiro dia de trekking: clique aqui.
Segundo dia de trekking: clique aqui.
Terceiro dia de trekking: clique aqui.
Quarto dia de trekking: clique aqui.
Quinto dia de Trekking: clique aqui.
Sexto dia de trekking: clique aqui.
Sétimo dia de trekking: clique aqui.
Oitavo dia de trekking: clique aqui.

Cassino

O time

É importante lembrar: Se você decidiu fazer uma viagem de aventura, principalmente para fora do país, a recomendação é que você faça um seguro viagem com cobertura para esportes outdoor. Clique aqui para saber mais.

Expedição Cassino – Teaser

  • NOTA: Se quiser pernoitar no Farol Abardão e no Farol do Chuí uma solicitação deverá ser enviada à Marinha:

    Telefone – 53 – 3233 6322 Sargento Bittencourt
    email: bittencourt@ssn-5.mar.mil.br

  • Dicas para o início do Trekking da Praia do Cassino

    • Levar protetor solar;
    • Já iniciar com 3 litros de água e torcer para ter água nos arroios;
    • Levar roupa de frio

    Mapa da Trip

    Trilha

    Nível: Extremo
    Data da trilha: 18/04/2015
    Total percorrido: 235 km

    Arquivos

    Tracklog no Wikiloc: Praia do Cassino

    Custos

    Ida

    • São Paulo x Porto Alegre R$ 178,00 – TAM
    • Porto Alegre x Rio Grande R$ 63,00 – Planalto Transportes
    • Rio Grande x Cassino – R$4,45- Circular – P09 Cassino – Noiva do Mar
    • Taxi: R$ 30,00

    Retorno

    • Chuí x Pelotas – R$ 47,35 – Viação Expresso Embaixador
    • Pelotas x Porto Alegre – R$ 46,75 – Viação Expresso Embaixador
    • Porto Alegre x São Paulo – R$ 178,00 – TAM

    Pernoite

    • Camping do Sindicato dos Rodoviários no Cassino – R$ 40,00 – (53) 3236-6013

    Sobre Gisely Bohrer

    Gisely Bohrer
    Mineira de nascimento, Vila-Velhense (canela-verde) de coração, analista de importação, estudante de Turismo, blogueira e viciada em esportes. Trekking, corrida e musculação ocupam boa parte do seu tempo livre. Começou no trekking através do Clube de Desbravadores e desde então é sua paixão. Além dos esportes, ama viajar e ler um bom livro. Vive tudo intensamente para esta vida ser suficiente.

    8 comentários

    1. Nooooooh !
      Olá Gisely sou de Cariacica (moro do seu lado kkk) estou me preparando para fazer essa trilha em setembro com um amigo, estou acompanhado seu diário e achando muito massssssaaaaa, se possível gostaria de pegar umas informações com você !
      Valew !

      • Gisely Bohrer

        Oi Marcos, acho que você foi meu vizinho rsrsrs hoje moro em Sampa. Qualquer coisa que precise saber pode perguntar, vou ficar feliz em ajudar 🙂

    2. Boa noite Gisely, quero fazer essa trilha em novembro, primeiro tenho uma curiosidade…esse cão que aparece em várias fotos com vocês fez toda trilha?
      E tenho dúvida sobre os locais para parar e dormir pode ser qualquer lugar ou há alguns com risco de maré encher e te pegar de surpresa?
      Grata se puder me responder, abraços.

      • Gisely Bohrer

        Oi Ane, o cachorro não fez a trilha toda, ele voltou para a cidade. Sobre acampar, nós sempre acampávamos atrás das Dunas, pra não ficar tão visível, sei lá, mesmo que seja deserta, sempre temos aquela paranoia de nos mantermos “protegidos” rsrsrs. A Maré pode subir sim, o melhor é sempre se afastar da beirada, o ideal é ir mesmo para detrás das dunas.

    3. Ozorio da Silva filho

      não achei o relato dos outros dias???

      obrigado

    4. NAYARA LIMA DE FIGUEIREDO

      Olá Gisely. Quero muito fazer esta travessia e gostaria de saber se janeiro é uma boa época pra ir.

      Obrigada

      Abraços e boas aventuras!

      • Gisely Bohrer

        Oi Nayra, no Cassino não existe uma época boa, lá é bem imprevisível o melhor é acompanhar as previsões das redondezas. De qualquer forma fizemos em outubro e foi bem ok 🙂

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